Os dirigentes das entidades estaduais de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte levaram um documento na noite desta terça-feira, 14 de maio, ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. O ofício elaborado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) em parceria com os dirigentes das entidades estaduais do Nordeste apresentava as reivindicações dos Municípios para o enfrentamento da seca que atinge a região.
Entre as reivindicações do documento estão a liberação de recursos via cartão de pagamento da Defesa Civil. Este cartão seria uma forma dos gestores receberem dinheiro para pagamento de emergências. Bezerra sinalizou a possibilidade de ampliação dos repasses para o cartão e marcou uma nova reunião para que os gestores levem uma proposta mais detalhada na próxima terça-feira, 21 de maio.
Para o presidente da Associação de Municípios de Alagoas (AMA), Marcelo Beltrão, “com a disposição do ministério em ajudar, o cartão será importante para os pagamentos mais emergenciais”.
O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota, acredita que a ajuda da CNM será indispensável na elaboração de uma proposta para ser apresentada na próxima terça-feira. “Precisamos apresentar quais serão os gastos prioritários do cartão, valores, toda a questão operacional”, destaca o presidente.
Outro encaminhamento feito foi o da escolha de dois presidentes das entidades estaduais para representar os Municípios no Comitê Gestor Água para todos. E que no próximo encontro do comitê os dirigentes apresentem propostas para as questões mais pontuais da seca.
Culpa dos Estados
E explicou: “Estamos trabalhando em parceria com os Estados, pois são eles que operam as companhias de água”. O ministro ainda deixou clara a frustração do governo com a demora na execução desses repasses.
Para a presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria, o governo divulga a todo o momento que está mandando dinheiro para a seca, “quando não é bem assim e o povo cobra da gente. Então temos que arranjar um jeito do dinheiro chegar no Município, chegar na ponta”, explica.
O presidente da Amupe afirma que a seca ainda serviu para agravar mais a situação dos Municípios que já sofriam com as desonerações feitas pelo governo. “Os Municípios estão sem dinheiro, como vão aplicar recursos na seca?”, pergunta.
Dívida rural
Para Beltrão a execução rural dos produtores do Nordeste deveria ser paralisada, pelo menos nesse período mais grave da estiagem. “É preciso uma renegociação da dívida dos produtores desta região”, pede.
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